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CERVEJAS VISTAS PELO PALADAR: “Uma carta muito pequena e sem muita diversificação não é atrativa para o público consumidor de bebidas artesanais e isso pode fazer com que este consumidor prefira um outro estabelecimento”

CERVEJAS VISTAS PELO PALADAR: “Uma carta muito pequena e sem muita diversificação não é atrativa para o público consumidor de bebidas artesanais e isso pode fazer com que este consumidor prefira um outro estabelecimento”

CERVEJAS VISTAS PELO PALADAR: “Uma carta muito pequena e sem muita diversificação não é atrativa para o público consumidor de bebidas artesanais e isso pode fazer com que este consumidor prefira um outro estabelecimento”
janeiro 15
17:04 2018

Publicitária, apaixonada por cervejas especiais e co-fundadora do Ladies Bier, blog especializado na área, Juliana Almeida esteve presente na última edição do Mondial de La Bière – Rio, considerado um dos principais e maiores eventos cervejeiros mundiais, no qual, além de tendências, são destaques os lançamentos diferenciados do setor,muitos já com vistas ao verão.

O Mondial de La Bière é um festival que nasceu originalmente no Canadá, em Montreal, e há alguns anos mantém excelentes edições regionais em Paris, na França, e no Rio de Janeiro. “Os eventos são os divisores de água entre Juliana Almeida - Ladies Bieruma tendência e outra, são neles que podemos acompanhar diversos lançamentos. Além disso, concentram uma infinidade de cervejarias e rótulos. São importantes para o consumidor assíduo, que visa a degustar e conhecer o produto que está provando, permitindo em um mesmo local e dia experimentar várias opções em menor quantidade, descobrir o que agrada mais, conhecer novos produtos ou conseguir apreciar aquela cerveja que é tão difícil chegar no bar, e que está ali nas torneiras muitas vezes por um preço bem mais acessível. Também é momento de juntar os amigos e se divertir em um dia diferente. Eu aprecio muito o formato de eventos cervejeiros por conseguir abranger vários públicos consumidores, desde os iniciantes ou aqueles que querem beber grandes quantidades de uma mesma cerveja da qual é fã, aos curiosos que querem experimentar tudo, os que preferem de chope a garrafas, etc. É um modelo maravilhoso de agregar informação, diversão, além de reunir pessoas com interesses e gostos em comum”, destaca Juliana.

A paixão cervejeira foi um dos motivos que levou Juliana a compartilhar conhecimento e criar o blog Ladies Bier, em companhia de Ayme Businhani, co-fundadora. “Tudo começou quando minha sócia, a Ayme, com quem eu costumava sair pra beber com frequência, me convidou para colaborar com um perfil do Instagram que ela havia criado para falar de uma paixão que temos em comum: cervejas! Nós postávamos sobre os rótulos degustados e que gostávamos. No início falávamos sobre nossas impressões de cada cerveja. Depois começamos a postar quadrinhos e tirinhas relacionados a cerveja. Começamos a obter uma resposta muito positiva dos seguidores, muita gente gostava do que falávamos. Então criamos um padrão de postagens, fazendo avaliações pessoais sobre nossas impressões das cervejas, expandimos a página para o Facebook. Criamos o blog para colocar conteúdos como os eventos que participamos, presentes cervejeiros, filmes sobre cerveja, crônicas e até mesmo looks das meninas cervejeiras nos eventos. E ainda tem muito mais: queremos expandir o blog em nossa incansável busca por experiências”, conta.

Ladies Bier Juliana Ayme

Ela lembra que a intenção é caçar e promover experiências. “Visamos mostrar para quem nos lê e nos segue como aproveitar uma viagem, qual o melhor bar da cidade onde tomar ‘banho de chope’ e como rodar a região dos Pinheiros (SP) em uma hora e só beber cervejas excelentes. Porém temos uma equipe de parceiros, sommelieres e professores, que acompanham nossa jornada e trabalham conosco em parceria no desenvolvimento de
diversos serviços, como cursos, degustações guiadas, jantares, workshops, tours, etc.”

Raio X do mercado

Juliana é um bom exemplo, visto pelo lado de dentro, do que ocorreu com o mercado cervejeiro dos últimos anos, quando “qualidade e diversidade” que se espalharam pelo segmento formaram uma geração de apreciadores sempre pronta a receber de braços aberto as novidades, mas com postura crítica afiada quanto aos produtos. “Lembro que eu descobri o maravilhoso mundo das cervejas especiais por acaso em 2011, quando um colega de trabalho me mostrou uma cerveja que ele fazia. Fiquei curiosa, fui conhecer a Cervejaria Nacional, e em seguida o EAP (Empório Alto dos Ladies BierPinheiros). Depois da primeira vez que fui ao EAP, eu e uma grande amiga passamos a frequentar o bar religiosamente toda terça-feira, e às vezes às quintas também (risos). Desde aquela épocas as coisas mudaram muito. Antes, os rótulos mais marcantes oferecidos pela casa eram Fullers, La Trappe, Duchese de Bourgogne, Old Speckeled Hen, Weihestephaner, Paulaner, Guinness, Trapistes Rochefort, ou seja, muita coisa importada. As escolas inglesa, alemã e belga em evidência. Hoje vejo ascensão e desenvolvimento da escola americana como uma grande vantagem ao mercado cervejeiro de modo geral, principalmente por permitir a inclusão de novos aromas e sabores numa receita. Observo também as novas tecnologias e as diversas pesquisas no ramo cervejeiro, para incrementar as receitas com novos lúpulos, pesquisas por leveduras especiais, ingredientes diferenciados, adição de frutas e até mesmo o uso de processos outrora não muito explorados, como o dry hopping como o grande diferencial do mercado hoje”.

Ela pontua que a infinidade de sabores provenientes deste desenvolvimento está atraindo mais apreciadores. “O mercado está mudando, o consumidor de cervejas está mudando, pessoas que não bebiam cerveja anos atrás passaram a experimentar as diversas variações da bebida, novas oportunidades estão surgindo para profissionais da área, e acredito que seja apenas o começo! 2017, por exemplo, foi o ano das tendências no mercado cervejeiro. As infinitas variações de NE IPA, a utilização das leveduras Brett e as suas cervejas com lactose foram as mais marcantes… Os frozen tops…Teve tanta novidade este ano que fica até difícil mensurar tudo”.

Com tantas opções, como fica o apreciador?

Ávida por informação e degustação nesse mercado, Juliana traz as dicas de como escolher suas opções e de como o ponto de venda (bar, pub, restaurante, etc) pode melhor explorar a diversidade em sua carta: “Muitas vezes, antes de ir a um determinado lugar, já procuro me informar sobre a carta de bebidas. Também gosto muito de vinhos, vez ou outra experimento drinques diferentes… Não me incomoda que, especialmente no âmbito de cervejas, a carta não seja extensa, desde que haja variedade de estilo e qualidade na seleção de produtos. Uma carta muito pequena e sem muita diversificação não é atrativa para o público consumidor de bebidas artesanais e isso pode fazer com que este consumidor prefira um outro estabelecimento”.

O Mondial de La Bière Rio é um dos principais anuais do País

O Mondial de La Bière Rio é um dos principais anuais do País

Além disso, como muitos apreciadores, ela também destaca o lado “menos resistente” e “mais curioso” do consumidor: “Eu estou em uma fase de aceitação. Sempre fui defensora dos estilos mais clássicos e muito bem produzidos. Uma IPA inglesa sempre conquistou meu coração. No entanto, comecei a explorar os novos sabores e aromas e hoje eu gosto de experimentar. Gosto de novidade, aprecio o amargor, porém gosto do sabor de fruta. Gosto de variar, então não tem muita regra. Só não gosto de sour, estou tentando aprender a apreciar, mas não tenho evoluído muito neste estilo (risos)”.

Análise do Mondial

A respeito do evento no Rio, a publicitária e blogueira elogia a organização. “Não houve filas na entrada do evento. Os estandes muito bem planejados, dando visibilidade às marcas, muito bem montados e bonitos. Banheiros limpos na área externa, sem filas. Nas cervejarias mais cobiçadas as filas andavam rapidamente, não houve demora no atendimento. E o mais importante de todo evento: você sair de lá com vontade de voltar no próximo ano! Entretanto, lemon-cakeprecisam no geral aprimorar o formato de recargas dos cartões. Houve muita fila e lentidão no processo. Além disso, o aplicativo para consultar o saldo falhou muito. Não dava para ver o saldo. Apenas os gastos”, destaca.

E o mais importante, ou instigante, claro, deixamos como le gran finale, as indicações das cervejas que conquistaram a apreciadora: “Eu estou apaixonada perdidamente, pela #WTF da 3Cariocas em parceria com a 2Cabeças. Em segundo lugar, a Double Detox da Three Monkeys, a Lemon Cake da Oceânica. Foram tantas… a Milk Way IPA da Three Monkeys foi maravilhosa também. A sensação de ambas pra mim foi a variedade no sabor, no corpo da cerveja, no uso da melancia. Meu deus uma cerveja com melancia, inventaram a perfeição!”, finaliza.

Em detalhes, elas as cervejas

A #WTF (Watermelon Tangerine Fruit) da 3Cariocas é uma “fruit IPA”, na verdade uma double Ipa com melancia e tangerina. Produzida em colaboração com a 2cabeças, tem teor alcoólico de 8,2% e 85 IBU. Destaca bastante o sabor 3cariocas2e aroma de melancia, com, com o toque cítrico da melancia em segundo plano. O blog Ladies Biers classificou como a melhor cerveja do evento. A cervejaria 3Cariocas foi um dos destaques do Mondial com Medalha de Ouro para o seu rótulo Quebra-Cabeça I, uma Imperial Stout com morango, baunilha, nibs de Cacau e lactose, com 12% de teor alcoólico.

Já a Double Detox da Three Monkeys, também colaborativa com a 2cabeças, foi um dos lançamentos apresentados no evento. Com teor alcoólico de 8% e IBU 70, é uma New England Double IPA, com carga de lúpulos amplificada: Citra, Galaxy, Mosaic, Simcoe e Columbus. Bem aromática e de excelente drinkability, integra-se a outras da linha da empresa: a Detox Your Mind, uma New England IPA não filtrada mas muito frutada, com 6,5% de teor alcoólico e 60 IBU, e Galaxy Detox, que destaca bastante os aromas de maracujá e pêssego e também possui 6,5% de teor alcoólico e 60 IBU. Já a Milk Way IPA, outra novidade criada em 2017 pela empresa, é uma New England IPA, com 6,5% de teor alcoólico, IBU de 30, que leva na receita
lactose e baunilha .

Cervejaria cigana que produz em parceria com a Antuérpia, na cidade de Juiz de Fora, MG, a Oceânica tem seus oceanica2rótulos em pontos de venda especiais na capital fluminense e em Niterói. A Lemon Cake, citada por Juliana, também é um lançamento 2017 da empresa. Ela remete de verdade à torta de limão, como o próprio nome diz. É uma Golden Ale com limão e baunilha suave, com teor alcoólico de 7,5% e 19 IBU. No Mondial, a Ocêanica fez o pré-lançamento da Velvet Rainbow, uma Milk Shake IPA com baunilha, maçã, suco de abacaxi e grande quantidade de lúpulos. Possui um corpo médio e carbonatação alta que favorecem a percepção do aroma. Ambas fazem parte da série Experience, voltada às experimentais, que inclui também as elogiadas Deep Red (uma english barley wine com ABV de 10,5% e IBU de 60) e a Yellow Cloud, uma APA que teve lotes especiais em 2017, o primeiro com levederuas London Ale II, o segundo com Dry English, e terceiro com Conan.

 

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Reportagem de destaque

A matéria com Juliana Almeida, do Ladies Bier, é um dos destaques da nossa última edição. A reportagem traz ainda a lista de cervejarias premiadas no Mondial de La Biere – Rio. CLIQUE AQUI e leia a matéria na íntegra e saiba quem foram as cervejarias premiadas.

Acesse nossa última edição. É so clicar na capa abaixo:

Capa - Quinta Edição

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