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“GEMAAKT IN BRAZILIË”: fruto de tradição holandesa e brasileira em destilados, muita pesquisa e inovação, e excelente para coquetelaria, o gim artesanal brasileiro Virga é o primeiro a levar pequenas doses de cachaça na composição

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“GEMAAKT IN BRAZILIË”: fruto de tradição holandesa e brasileira em destilados, muita pesquisa e inovação, e excelente para coquetelaria, o gim artesanal brasileiro Virga é o primeiro a levar pequenas doses de cachaça na composição

“GEMAAKT IN BRAZILIË”: fruto de tradição holandesa e brasileira em destilados, muita pesquisa e inovação, e excelente para coquetelaria, o gim artesanal brasileiro Virga é o primeiro a levar pequenas doses de cachaça na composição
março 30
15:28 2017

Artesanal, feito em pequenos lotes e o único no mundo a levar doses de cachaça de alambique em sua composição, diferenciando-se na questão sabor e aromas em relação aos estilos mais tradicionais que usam o álcool neutro, o gim Virga tem muitos detalhes que o fazem, mesmo há pouco mais de seis meses no mercado, ter conquistado rapidamente apreciadores por todo o País e em especial bartenders e mixologistas.

“Um dos diferenciais do Virga é a destilação em alambique de cobre utilizado para fazer cachaça. Temos uma história com cachaça, bebida que é produzida no País há mais de 400 anos, ou seja, temos muita tradição nesse destilado. O uso alambique de cobre para o Virga é não só uma homenagem à nossa bebida mas também é para trazer as melhores características de excelência desse destilado para o nosso gim. Por isso convidamos o Gabriel Foltran para ser nosso parceiro, que provém de uma família que produz cachaça há mais de um século na região de Pirassununga – a Cachaça Engenho Pequeno (www.engenhopequeno.com.br). As doses de cachaça de alambique na composição que utilizamos também trazem um diferencial sensorial, pois a maioria dos gins mundiais são elaborados apenas com álcool neutro, que também está presente em nosso gim. Mas prevalece essa pequena quantidade de álcool não neutro que tem aromas primários, oriundos também da matéria-prima que é a cana-de-açúcar”, detalha Felipe Jannuzzi, sócio-proprietário e produtor do Virga. “A gente fez um gim com muita história, muito conceito, que tem muito a ver com o Brasil, bastante sabor, bastante personalidade. É um gim diferente daqueles estilo que se encontram lá fora, é um estilo bem brasileiro, que tem agradado muito o público. Fizemos um gim com conteúdos frescos, o que é muito bom na hora da diluição, ele cresce ao nariz com seus aromas, com pouco de gelo, com água ela é bem fácil de harmonizar, tem essa característica”, acrescenta.

Gim Virga - alambique de cobre


Um pouco de história

São quatro os responsáveis diretos por essa bebida inovadora: o holandês Joscha Niemann, e os amigos brasileiros Gabriel Foltran, João Lucas Leme e Felipe Jannuzzi. “O projeto começou realmente há cerca de um ano em meio, depois de muito tempo de pesquisa. Mas estamos no mercado há pouco mais de seis meses com o gim Virga. A história começou em meio a um papo que tive com o Joscha, que é holandês e está junto com a família no Brasil há uns dois anos. O Joscha vem de uma cidade da Holanda que tem uma tradição muito grande na produção de destilados. Eu já venho há oito anos trabalhando com o destilado cachaça. Fui eu que lancei há oito anos atrás o Mapa da Cachaça, que é referência nacional sobre o tema. Nossa ideia foi juntar a tradição holandesa de produção de bons destilados com a tradição brasileira de produção também de ótimos destilados”, explica Felipe.

Produtos gim Virga

O empreendedor lembra ainda que o nome Virga também teve inspiração na Holanda.”Também morei um ano naquele país e sempre tive curiosidade em saber mais sobre a história holandesa. Antes do projeto Virga eu estava lendo um livro chamado “Brasil Holandês”, que conta a história do período em que eles ocuparam o Nordeste brasileiro, ali no começo do século XVII. Existe um trecho do livro de Gilberto Freyre que ele menciona o momento do Brasil como uma ‘virgindade agreste’. E esse conceito fazia muito sentido para nós na hora de desenvolver o projeto do Virga. Foi aí que passamos a usar a palavra “virga” remetendo a esse conceito de forma abreviada. Pesquisando no Google e em vocabulários descobrimos que a palavra existia em Língua Portuguesa e também em Língua Inglesa, onde significava ‘chuva invisível’ ou ‘chuva fantasma’, que é uma chuva que antes de cair no
solo evapora, ou seja, nunca encosta no chão, fica precipitando e evaporando. Este tipo de fenômeno também ocorre no alambique de cobre durante a destilação, sendo chamada tecnicamente de refluxo. E foi assim que resolvemos batizar a bebida, pois se encaixava perfeitamente no produto que estávamos criando”.

Inovação que conquista e já se faz presente

O entrevistado destaca ainda a ótima e rápida aceitação do produto pelos bartenders. “Tem sido ótima e
já estamos presentes em muitos bares e restaurantes. Na capital paulista, por exemplo, já estamos
presentes na carta de 40 casas, entre elas o Guarita Bar, referência e que vem se destacando na arte dos
drinques e onde os coquetéis com gim Virga são os que mais saem, além do Grupo Le Jazz. Somos uma
marca nova, mas temos tido excelente receptividade tanto dos consumidores finais quanto dos bares e restaurantes. O Virga combina muito bem em drinques da coquetelaria clássica que levam limão, como o tradicional Fitzgerald ou o Tom Collins, coquetéis com a base cítrica do limão Tahiti ou outros como o Siciliano”, enfatiza.

Gim Virga - ilustrativa 3
Felipe acrescenta que esse sucesso também está vinculado ao fato do Virga se encaixar na atual tendência gastronômica que tem valorizado as tradições e culturas locais. “Há um movimento nos últimos anos na
área de gastronomia em que se tem valorizado os produtos locais, com grandes chefs mostrando isso. Lá fora, por
Gim Virga - garrafaexemplo, muitos profissionais têm usado o gim para se referir às regiões onde é produzido pois muitas versões usam ervas e botânicos típicos e ingredientes dos países onde é fabricada a bebida, valorizando assim a cultura local. Diferente da cachaça, na qual você não pode incluir nenhum outro botânico no processo de produção, o gim é bem mais flexível nessa questão. Acredito que a categoria de destilados como o gim deverá crescer muito no Brasil, pois temos toda uma variedade de botânicos muito bons, mas ainda pouco conhecidos ou até utilizados, entretanto que ficam fantásticos quando adicionados aos destilados. Inclusive nas cidades do interior é muito comum a tradição das infusões, seja de cachaça ou outras bebidas, com uso de ervas, sementes e raízes”.

Além das doses de cachaça, na receita é utilizado o zimbro, sementes de coentro e um ingrediente diferenciadíssimo, o pacová. “O Virga é fruto de inovação e pesquisa. O primeiro ponto para buscarmos uma identidade foi que não queríamos fazer um gim que fosse igual aos importados.  Queríamos algo que ‘comunicasse’ todos os valores que temos aqui no Brasil. Então começamos a pesquisar muitos botânicos brasileiros. A gente acabou encontrando um com a ajuda do Helton Muniz, pesquisador que mantém uma plantação aqui no interior de São Paulo com mais de 300 espécies. Ele nos recomendou o uso do pacová, uma semente da Mata Atlântica, da família da Renealmia, mesma do gengibre, que é realmente uma ‘bomba de sabor’, principalmente na espécie Renealmia alpinia, a que escolhemos. Ao mastigar a semente, você sente um mentolado, um gosto que remete às especiarias como cardamomo, gengibre e cravo, doce que remete à baunilha, enfim foi o que escolhemos que seria a estrela do nosso gim. A gente partiu desses ingredientes, cana, pacová e claro também do zimbro que é fundamental para que chamássemos a bebida de gim”.

Proximidade com apreciadores e profissionais

O sócio-proprietário também aponta o fato do Virga estar de portas abertas ao mercado como sendo primordial nesse rápido crescimento. “A gente tem feito bastante eventos e treinamentos. Hoje o alambique já é aberto a visitas Gim Virga - drinquee logo também oferecerá treinamento aos profissionais e visitas guiadas”.

E as vendas para o mercado exterior já estão entrando no planejamento: “Mais adiante já estamos pensando
também em exportação. Temos certeza que é um produto diferente para apreciadores, degustadores e
profissionais. Qualquer pessoa que aprecia um bom destilado vai ter prazer em conhecer. Mas hoje nossa produção ainda é pequena para exportação”.

Aos empreendimentos e apreciadores interessados, podem entrar em contato pelos telefones (11) 96518-2333, (19) 32584726, ou pelo e-mail info@virga.com.br e site www.virga.com.br .

Receita de drinque especial

Para finalizar, uma receita especial enviada pelos profissionais do Virga para um ótimo drinque.

Drinque: “Jataí seu Coquetel”

Ingredientes
– 40 ml de gim Virga
– 15 ml de mel
– 20 ml de suco de limão Siciliano
– 20 ml de suco de laranja

Preparo
Bater tudo com gelo numa coqueteleira. Coar e servir numa taça coupé.

NOTA DA REDAÇÃO: Fotos por Leo Feltran, enviadas pela empresa

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