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EM ENTREVISTA, ELI JUNIOR, PROFESSOR DA ESCOLA SUPERIOR DE CERVEJA E MALTE: “O mercado não é para aventureiros. Existe sim uma evolução das cervejarias que buscam mais conhecimento, profissionais qualificados e maior consolidação”

EM ENTREVISTA, ELI JUNIOR, PROFESSOR DA ESCOLA SUPERIOR DE CERVEJA E MALTE: “O mercado não é para aventureiros. Existe sim uma evolução das cervejarias que buscam mais conhecimento, profissionais qualificados e maior consolidação”

EM ENTREVISTA, ELI JUNIOR, PROFESSOR DA ESCOLA SUPERIOR DE CERVEJA E MALTE: “O mercado não é para aventureiros. Existe sim uma evolução das cervejarias que buscam mais conhecimento, profissionais qualificados e maior consolidação”
janeiro 02
13:20 2017

Sommelier de cervejas, Eli Junior começou a trabalhar com cervejas artesanais no ano de 2003, numa panificadora da família, em Florianópolis, SC, onde inovou, passando a realizar degustações de cervejas artesanais. “Nessas
Eli Junior - docentereuniões, surgiu a Associação de Incentivo a Cultura de Cerveja Artesanal (AICCA) que se extinguiu assim que nasceu a Acerva Catarinense, onde sou sócio benemérito desde sua criação. O primeiro estatuto da Acerva Catarinense foi assinado lá nessa panificadora. Em seguida, fui distribuidor da Eisenbahn em Florianópolis junto com um sócio até o ano de 2009, quando saímos da distribuidora e abrimos um bar, a Academia da Cerveja. Fomos pioneiros em Santa Catarina. Era um bar que incentivava a cultura cervejeira e não tinha cerveja mainstream. Nossa equipe era treinada, tínhamos degustações orientadas, harmonizações, workshops, palestras, lançamentos de cervejas. Fomos o primeiro bar multitorneira do Estado, primeiro de SC a vender chopes importados. Depois, trabalhei na Brasbeer, em seguida, me mudei pra Blumenau, onde fui broker da Cervejaria Santa Catarina (Saint Bier). Atualmente, sou professor na Escola Superior de Cerveja e Malte, lecionando Comercialização no Curso de Mestre Cervejeiro e História da Cerveja no Brasil, Análise Sensorial, Cerveja e Saúde e Legislação no curso de Sommelier Doemens, entre outros cursos. Pela Cervejaria Santa Catarina viajo o Brasil para treinar equipes e distribuidores como sommelier, além de representá-los em feiras e eventos na área. Participei como jurado em concursos da Acerva, Concurso da Eisenbahn, Bierland, Weyermann e Concurso Brasileiro de Cervejas, do qual farei parte do corpo de jurados novamente em 2017″.

Eli tem uma visão bem assertiva em relação ao setor cervejeiro brasileiro, vinculando o sucesso à profissionalização e aposta das empresas na qualidade. “O mercado não é para aventureiros. Existe sim uma evolução das cervejarias que buscam mais conhecimento, profissionais qualificados e maior consolidação no mercado. Para sobreviver neste segmento não basta ter um bom produto, que é essencial, é necessário também ter foco comercial e de marketing. Percebemos cervejarias que vão definhando, mesmo tendo bons produtos, e as que estão crescendo apenas por posicionamento de marketing. As medalhas internacionais demonstram que fazemos excelentes cervejas e que podemos brigar em pé de igualdade com muitas cervejarias estrangeiras e tradicionais”.

Eli Junior - Acerva CatarinenseEle cita como exemplo a Saint Bier, empresa com a qual trabalha desde março de 2015 como distribuidor e broker. “Posso afirmar a força que a marca tem. Cervejaria com produtos muito bem aceitos no mercado e crescimento constante, cujas cervejas funcionam como uma espécie de ponte para o consumidor que bebe cerveja mainstream e está partindo para as artesanais. Mercado claro pra nós. Em agosto de 2016, fui contratado como sommelier da marca, trabalhando mais de dentro pra fora da empresa, realizando degustações, harmonizações e treinamentos. Represento a fábrica em feiras e eventos. Também temos olhado com mais atenção aos produtos que já fabricamos, com análises e evoluções constantes, a fim de refinar cada vez mais nossa marca, nossa cerveja. A Saint Bier tem investido em treinamentos e qualificação aos seus colaboradores, inclusive aproveitando os minicursos da Escola Superior de Cerveja e Malte, entre outros”.

Para o docente e palestrante, os empreendimentos de alimentação fora do lar também precisam apostar mais no profissional especializado na área, pois é fundamental para o sucesso. Por outro lado, o profissional na área não pode deixar de lado cada vez mais a sua formação e atualização para ser bem demandando e atender bem o cliente. “Como quase todas as profissões no Brasil, o sommelier ainda é pouco requisitado pelos bares e restaurantes. Muito comum os restaurantes possuírem carta de vinhos e as cervejas constarem apenas em algumas linhas abaixo dos sucos e refrigerantes. Existe evolução, porém ainda é muito pequena, a grande maioria das casas ainda não dão a devida atenção para cervejas, quiçá beer sommeliers. É comum ver em cartas de vinho as notas que os principais sommeliers aplicam aos rótulos. Isso dá confiança ao consumidor. A sommeliaria cervejeira pode ensinar muito, assim como pode aprender muito com a turma do vinho. Considero crucial numa equipe de A&B conhecer as cervejas, saber entender rapidamente o perfil do consumidor e indicar a cerveja correta, seja pelo prato pedido, seja pelo feeling e percepção do profissional na hora da indicação. Uma cerveja indicada de forma errada pode ser fatal para um principiante, por exemplo. O risco de o cliente não gostar da cerveja indicada é enorme, e ainda poderá pensar que as artesanais são todas assim”.

Entre as tendências notadas pelo docente estão versões que parecem ter caído no gosto dos apreciadores: “recentemente foram as Wits, as IPAs, as Sours, as evoluídas em madeira”. Mas ele ressalta que existem consumidores que gostam do simples status que uma cerveja artesanal proporciona, assim como aqueles que valorizam a experiência de beber uma cerveja bem feita, seja qual for o estilo. E finaliza dando algumas dicas com a visão de apreciador de cervejas e como profissional do setor: “Como consumidor sou tradicional, se tenho dúvidas, vou na que conheço e confio, não sou de arriscar sem uma prévia opinião ou um excepcional atendimento. Como profissional, costumo prezar a seleção de rótulos privilegiando todas as escolas cervejeiras, desde a cerveja mais refrescante até a mais potente, passeando por países, marcas e conciliando a proposta da casa, o tíquete médio, os pratos oferecidos, entre outras variáveis”.

Como Eli Junior também atua com treinamentos e consultoria, quem desejar entrar em contato com o profissional pode fazê-lo pelo  bernardjunior@gmail.com e também pelo telefone (47) 98816-0332

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