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DESTILADOS BEM QUISTOS: saiba um pouco mais da premiada Capim Cheiroso e da inovadora “por acidente” Magos de Minas

DESTILADOS BEM QUISTOS: saiba um pouco mais da premiada Capim Cheiroso e da inovadora “por acidente” Magos de Minas

DESTILADOS BEM QUISTOS: saiba um pouco mais da premiada Capim Cheiroso e da inovadora “por acidente” Magos de Minas
setembro 12
18:00 2017

Como os melhores destilados, o tempo e a técnica aprimorada fazem as melhores receitas. E nestes últimos dois meses, a Carta Premium intensificou o seu contato com o mercado de bebidas e agora em setembro apresenta novidades em seu portal (com novos menus já disponiveis) e também passa a ter as edições como bimestrais, a fim de que os leitores saibam ininterruptamente das novidades do mercado com matérias exclusivíssimas e em tempo recorde. Enquanto finalizamos a edição de agosto-setembro segue uma das reportagens presentes nessa nova edição.

Destaque na Expocachaça 2017, a Magos de Minas surgiu, como explica seu diretor, Fabiano Augusto Assunção Silva, por acidente. “Eu sou biólogo professor universitário e atuava como pesquisador em uma área ligada à Magos de Minas - 1Genética e Bioinformática, quando um tio meu mencionou o interesse em trabalhar com cachaça, principalmente cachaça orgânica, questionando-me se seria possível. Fiz a pesquisa de área para ele, elucidei todo o processo, pesquisa o melhor tipo de cultivo, informações da região, entre outras coisas, mas nada muito aprofundado, orientando que procurasse um engenheiro agrônomo. Há cerca de uns três anos atrás esse tio montou o canavial e aposentou e iria iniciar a produção, porém teve um infarto fulminante e infelizmente veio a falecer. Do meu lado, eu nunca tinha despertado o interesse por produzir cachaça, mas fiquei sensibilizado. Aconteceu que meu primo, que também não tinha interesse, trouxe um verdadeiro ‘MacGyver’ para ajudar na reforma do sítio que meu tio havia deixado, era um daqueles caras que resolvem e fazem tudo, que tinha tido contato com um produtor de cachaça e começou a nos indicar que seria interessante reativar o projeto deixado, que tinha mercado para cachaça boa. Minha família também tem fazenda e esse rapaz acabando convencendo meu pai, que ficou apaixonado pela ideia. E em um momento de férias que tive me comprometi com meu pai a estudar realmente a viabilidade do negócio. Foi aí que encontrei o curso da Cana Brasil, fiz o programa, e também o estágio para operar o alambique. E foi já na primeira aula que levei o primeiro tapa na cara: vi que aquilo era bem científico, era biologia pura, e que meu preconceito com cachaça acabara ali mesmo. Notei que muitos pecavam justamente na área que eu era especialista, biossegurança, biotecnologia e me interessei Magos de Minas - estandeainda mais no negócio. Depois de boas pesquisas, comprovei a viabilidade do negócio,  tinha base científica, tinha mercado e era uma boa oportunidade. Foi aí que decidi conciliar o negócio com minha área acadêmica, pois estava cursando meu doutorado. Nascia assim a Magos de Minas”, detalha.

Atualmente a Magos de Minas produz em um parceiro, selecionado os melhores lotes, todos de acordo com um rigoroso padrão estabelecido. “Selecionamos um fabricante que tem um ótimo conceito no mercado, uma capacidade de fornecimento e a possibilidade de continuidade do negócio. Após separados os lotes, colocamos a cachaça para envelhecer em barris de carvalho e umburana. O meu foco hoje é atingir o público internacional com um blend único e marcante. A pessoa é fisgada pelo carvalho e surpreendida pela umburana. Nosso produto é uma cachaça de entrada para o público internacional, apreciador de destilados”, complementa.

Fabiano também presta consultoria no setor e tem notado a mudança de perfil tanto do consumidor estrangeiro quanto do brasileiro. “O público de fora conheceu a cachaça pela nossa caipirinha. Ele não bebia cachaça bebia caipirinha e as cachaças que iam para fora não eram tão palatáveis para degustação pura, como é o caso de brandy, de um bourbon, de um um destilado especial. Hoje, com apelo gastronômico e produtos de valor agregado, a cachaça Magos de Minas - garrafaenvelhecida brasileira já se posiciona como um interessante destilado de consumo mundial. O mesmo tem ocorrido no mercado interno. O qualitativo tem substituído o quantitativo, como no caso da cerveja artesanal. Hoje a cachaça de coluna tem seu lugar, e foi importante na abertura do mercado externo, mas também a cachaça de alambique já tem também o seu lugar e está sendo importante na consolidação da bebida brasileira. No mercado há consumidores para todo o tipo de cachaça. O importante é o produtor ter um portfólio de cachaças variadas para oferecer. Somos destilarias, somos fabricantes de bebidas, temos de ter portfólio amplo. No caso da Magos de Minas, temos seis versões hoje de cachaça e também bebidas mistas”.

Como muitos produtores a Magos de Minas começou praticamente a venda no porta a porta, ou melhor, consumidor a consumidor, mantendo sempre o aspecto artesanal. Ainda hoje são produzidos apenas 500 litros por mês, estratégia  da empresa para manter uma demanda bem selecionada, mas os produtos já podem ser encontrados em empreendimentos de Belo Horizonte, na Cachaçaria Nacional e Distribuidora Savana (ambas com envios para todo o Brasil).

Fabiano finaliza lembrando que hoje vê um choque entre a nova e a antiga geração na produção de cachaças. “A antiga tem resistência principalmente à inovação, são mais presos ao tradicionalismo, o que é importante para manter a qualidade do produto. Já a nova geração quer muito manter e melhorar ainda mais essa qualidade, vislumbra os produtos de excelência, não deixando de lado melhorias para produção de bebidas superiores, e muitas dessas melhorias provêm de embasamento científico, de pesquisa, de análise. Com as melhorias também se eliminam custos produtivos, ganha-se em qualidade sensorial, quantidade de produção, controles de biossegurança. É importante conciliar. Pode-se fazer um paralelo novamente com a cerveja artesanal, onde agora é o pessoal mais velho na produção que está pegando informações com o pessoal mais novo e quem ganha com isso o mercado. Conhecimento e qualidade técnica acabam com muito misticismo. E falo isso também como consultor, pois em diversas oportunidades os maiores problemas que identifiquei eram técnicos e interferiam na qualidade do produto final. É preciso substituir algumas manias, quebrar alguns tabus. Manga com leite não vai te matar. É preciso pensar em crescimento, em profissionalização. Quem está entrando no mercado já percebe isso”.

E linha de bebidas mistas da empresa já está pensada, provavelmente para 2019. “Estamos explorando os melhores ingredientes, pesquisando como manter a estabilização do sabor, do aroma, se garrafa âmbar em vez da cristal para preservar melhor, etc. Novidades virão!”.

Para saber mais sobre a Magos de Minas, visite o site: http://magosdeminas.com.br/site/ .

Aposta no artesanal sim, mas na qualidade superior

Medalhista na Expocachaça 2017 e em diversos outros concursos, a Capim Cheiroso começou com uma produção terceirizada através da parceria com um produtor local que produz uma cachaça de alta qualidade. Entretanto a cana era da própria Capim Cheiroso, rigorosamente selecionada, específica para a região, resultando em uma cachaça de excelência, a qual era armazenada pela empresa em barris para envelhecimento.

Premiações Capim Cheiroso
“Em 2013 o proprietário, sr. Adão Conrado, resolveu construir a sua própria indústria, tamanho o resultado de apreciação que já tinha da sua cachaça e a demanda gerada e com o propósito de gerar ainda mais valor ao seu produto. Hoje o parque industrial é bem moderno, totalmente otimizado, sempre pensando não só na qualidade do produto, mas também na segurança e conforto das pessoas que trabalham em todo o processo”, destaca Valdirene
Neves, gerente técnica e de produção da empresa, que atua também como consultora na área.

Com investimentos de  R$ 250 mil reais para montar o parque fabril próprio em operação desde 2014, que Cristina - Capim Cheirosopossibilitou à empresa ampliar o volume, atualmente com capacidade de 40 mil litros/ano, mas que ainda pode ser ainda dobrada, a Capim Cheiroso comemora as medalhas recebidas na Expocachaça 2017: Medalha de Prata na Categoria Descansadas em Madeira (Sem Interferência na Cor) e Prata também na Categoria Armazenadas em Carvalho Francês.

“Na verdade, atualmente temos na linha três versões da nossa cachaça: a Caipira, que é uma cachaça descansada em tanques de inox após destilada, para harmonização química (popularmente conhecido como ‘amaciar a bebida’); a Cristal, que após destilada fica seis meses para harmonização acondicionada inox e mais um ano no jequitibá, trazendo um sabor de madeira bem suave, quase imperceptível, esta mesmo que recebeu Medalha de Ouro na Edição 2016 do Concurso Mundial de Bruxelas, graças à sua qualidade sensorial, e neste ano a Medalha de Prata no mesmo concurso; por fim temos a Cachaça Capim Cheiroso Topázio, que passa por seis meses em inox, um ano no jequitibá e um ano no carvalho francês, que traz para os apreciadores um sabor sensorial mais adocicado, com aromas de amêndoas, chocolate, de baunilha, entre outras característica de um bom barril”.

O atendimento abrange todo o Brasil, mas também agora está mirando o mercado externo. “Estamos preparados Garrafa Capim Cheirosopara a qualquer momento iniciarmos as vendas para outros países”, esclarece a porta-voz.

Curiosidade: presente em bares e restaurantes finos da capital paulista, a Capim Cheiroso surgiu do sonho do sr. Adão que queria fazer algo bem diferente que ficasse na família. “O nome surgiu enquanto meu pai e minha mãe olhavam para uma lagoa e um capim ao redor, e tivera a inspiração  e decidiram que levaria esse nome, já que é forte e marcante”, conta Cristina Irene Conrado, também diretora e filha do proprietário.

Valdirene, como consultora na área desenvolve diversas receitas, como por exemplo alguns produtos da Taberna de Minas que também estavam presentes no evento: caipirinha pronta, licor de amarula, bebida mista com cravo e canela, entre outros. “A Capim Cheiroso também deve seguir por essa área e lançar em um futuro próximo a sua linha de bebidas mistas, inicialmente com uma produção terceirizada”, finaliza.

Informações completas sobre a linha da Capim Cheiroso estão no site: http://www.cachacacapimcheiroso.com.br .

Próxima edição – Primeira Bimestral

Como destacado na abertura, ambas as reportagens fazem parte de uma extensa e completa matéria da próxima edição da revista, que passa a ser bimestral ao invés de trimestral, e traz informações de bebidas premiadas e em destaque no primeiro semestre no Mundial de Bruxelas Edição Brasil e na Expocachaça 2017, eventos que contaram com a cobertura da revista.

Mais do que apenas  citar as empresas premiadas, trazemos com exclusividade informações mais completas sobre as empresas e também indicações de como contatá-las e adquirir os produtos. A revista está em finalização, AGUARDEM!

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